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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Por quê adiantamos todo nosso sofrimento?

Sou uma pessoa muito observadora, e apesar de não entender muito de matemática, química e física, entendo de pessoas. Não tenho um diploma de psicologia ou psiquiatria, muito menos um consultório de atendimento, porém, convivo e trato pessoas assim todos os dias. O que eu mais retiro delas é essa insuficiência de felicidade, ausência de felicidade, ou tristeza predominante se você preferir. Tenham elas, 12, 30 ou 60 anos, todas as mesmas sofrem como se não andassem, falassem, ouvissem, ou enxergassem. As pessoas adiantam um sofrimento que está escrito para chegar em fases e momentos de nossas vidas, para todos os dias em que vivem. Você nunca ouviu alguém dizer: "Ai que vida sem graça", ou "sem sal, sem açucar", ou até mesmo "quero morrer, não aguento mais essa vida". O normal seria se pessoas que estivessem agonizando de doenças, ou porquê não podem fazer o que a maioria faz como andar, ouvir, falar, enxergar e etc infinitas... É bem ao contrário. Hoje vi um vídeo de um homem americano que não tem os dois braços e as duas pernas. Ele nada, ele pesca, ele sai, ele é independente. Além de tudo brinca com os seus problemas, que realmente são problemas. Em um trecho ele também cita o seguinte: "As pessoas sofrem demais sem existir sofrimento, elas criam o sofrimento porque estão acostumadas á sofrer." Como tudo nessa vida, o sofrimento também vira rotina, e a gente se acostuma, nesse caso para sofrer. (Bela piada de mal gosto não?!)
Fico imaginando como seria se as pessoas vivessem 10 anos á mil, e não 1000 anos á 10. Obviamente e grandiosamente melhor, menos preocupante e doloroso. Encontramos sofrimento no tempo que temos livre para criar alguma coisa boa, para evoluir-mos, nos estudar, nos avaliar e, assim progredir. Usamos esse meio tempo para criar problemas, dores, doenças, e amores. Aí você me pergunta: Criar amor é um problema, um sofrimento? Sim! Amor não se cria, não se inventa, amor é amor onde quer que seja, e ele existe simplesmente sem nenhuma explicação ou esforço de quaisquer um de nós. Este amor é saudavél, o amor natural e espontâneo, e não um amor carente e inventado.
Criamos situações que por si só ja nos embarcam ao sofrimento contínuo e constante em nossas vidas. Traçamos um plano de vida, e nele incluimos o sofrimento em todas as partes possivéis, e muitas vezes até esquecemos de pinta-lo com compaixão intensa.
Provavelmente, só em um próximo renascer natural da humanidade iremos aprender que tudo é mais simples do que colocamos ser. E talvez nunca nem aprendamos, mas o que realmente importa é estar consciente de que tudo ou quase tudo de mal é gerado por nós mesmos. Ter consciência e determinação para progredir bastam.

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