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sexta-feira, 6 de maio de 2011

Ame tudo o que puder amar

Acho que uma das principais coisas que a minha vida me mostrou é que eu não sei amar uma vez só. Eu amo todos os dias, como se em cada um desses dias eu estivesse descoberto o amor pela primeira vez. O amor que a gente nasce sentindo, aquele amor incontestável de mãe e filho, aquele sentimento enigmático que te consome e te pira. É uma coisa tão surreal que é até engraçada, e é inexplicável as sensações físicas, mentais e espirituais que elas causam. Eu não sei amar amanhã, todo o amor que eu tenho é usado no hoje, em uma entrega fantástica ao desejo pela vida e tudo o que ela me proporciona, é absolutamente intensa essa sede de amor. Cada detalhe é perfeitamente bordado e carinhoso, assim como as faiscas de fogo provocam o fogo em um fogão, é fulgaz. Eu amo as borboletas, as corujas, ós pássaros e as folhas que caem no final do outono, simbolizando sempre a esperança de que as próximas nascerão, e elas sempre nascem. Eu amo as montanhas, as estrelas, o espaço e as nuvens, que são o cenário de palco mais lindo de toda a galáxia. Eu acho a grama a essência mais cheirosa de todas, as plantas, as flores, que frescor incrível! O cheiro da vida é incrível, doce, e sedutor; é sentimento de amor. Eu quero amar tudo de uma vez só, não consigo dividir todas as coisas, eu tenho amor pra tudo de uma vez só, e não quero guardar nenhum pouco pra depois, por quê assim como o sol e a lua nascem todos os dias, o amor é recíproco. E o maior amor de todos, é o amor que vive em liberdade, o amor que vive em expressão, que ama como se não estivesse vendo, que ama como se estivesse somente sentindo.

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